segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Uma nova casa

Após alguns anos ( boa parte deles inativo admito)

O blog se muda para uma nova estrutura... uma estrutura com mais opções, mais organização e que permite mais interação com o leitor, sou grato a equipe do Blogger (plataforma no qual essa blog foi desenvolvido até hoje), mas novos ventos sopram para nossa vida e agora são novas direções a partir de agora o blog que você conheceu nesse endereço estará em sua nova casa no:

http://ragnarpg.wordpress.com

Com novos canais, curiosidades e a continuação de nosso conto... por falar nisso a parte II do conto : Nunca Confie Nas Aparências. já se encontra disponível, que tal acessar e ver nossa nova casa?

Um abraço a todos e aguardo vocês lá hein? lembrem-se ragna agora está em

http://ragnarpg.wordpress.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nunca confie nas Aparências


parte I
Um Rei nos esgotos.

Icabot corria como um desesperado pelos esgotos de Brascol... ele não sabia direito aonde ia, mas para ele só havia uma única coisa em mente, vingança, ele havia jurado perante os deuses (não que isso lhe valesse de alguma coisa, afinal um ladino preso a sua palavra é tão estranho quanto um bárbaro que seja erudito), mas a palavra de um “homem” apaixonado? 

Ah essa prende e segura tanto quanto o mais profundo porão de um castelo, e se todo homem é um castelo, com certeza sua mente é um maldito calabouço, aonde as palavras incompletas “eu te am...” doem muito mais que um ferro quente atravessando a alma.

Esses pensamentos “prendem” a atenção de Icabot e novamente... lágrimas bortam em olhos acostumados a matança e ele percebe antes de ser tarde demais, movimentos suspeitos no túnel a sua frente.

-“Seja quem for eu não estou com bom humor para rixas” – exclama Icabot, acostumado às intrigas do submundo de Brascol e tarde demais ele percebe no meio das armaduras prateadas da guarda, uma armadura negra, a marca dos juízes do julgamento, juiz, tribunal, júri e executor na mesma figura, mesmo Icabot um ladino que quase beira o status de lendário nas  mansões e ricas ruas de comercio de Brasol, pensa duas ou três vezes antes de correr de um juiz.

Infelizmente como todo homem de poder os juízes já haviam se corrompido a muito tempo, diziam que entre todos apenas um, Aldren da armadura negra, o cavaleiro do grifo prateado, era o único que ainda se mantinha integro e fiel aos preceitos iniciais da ordem, Aldren não era somente um juiz, era um Warlord, tão poderoso que nem o próprio Torak, um dos candidatos a sucessão do trono, evitava confrontá-lo sem necessidade.

Reconhecer a figura de Aldren era fácil, ele tinha aproximadamente 1,95 de altura, tinha olhos pacíficos e serenos quando calmo e um olhar resoluto quando irritado, o lábio superior repousava sempre o lábio inferior, perfeitamente não fosse por uma pequena diferença de tamanho desse ultimo, seus olhos eram azuis, sua estrutura física era a de um guerreiro que não descuidava das suas 8 horas de treinamento diários obrigatório da guarda (muito embora a maioria cumpria apenas 2 dessas 8 horas) seus olhos eram grandes e redondos, azuis como o céu sem nuvens em uma tarde de verão, ele também tinha uma vasta e bem cuidada cabeleira negra, vestia uma armadura negra com os adornos em dourado, que era ornada com a cabeça de um grifo no peitoral, ombros e joelhos, o símbolo da família real de Brascol. Infelizmente para Icabot, essa era exatamente a figura que estava parado a sua frente...

Aquele com certeza era um lutador que suplantava as habilidades de Icabot, mas mesmo assim ele não iria se entregar fácil, refeito do susto Icabot começa a sacar suas katares...
Aldren nada diz, ele está em missão pela família real, de luto e triste por não ter conseguido proteger sua princesa... a visão dela ainda sendo morta por Worthan ecoa em sua mente... e ele nada pode fazer contra um clérigo e um warlord, agora ele estava diante de um Juiz, por um instante Icabot pensou que fosse brincadeira dos deuses, afinal a anos ele não invocava nenhuma divindade e quando ele resolve fazê-lo parece que elas o penitenciam dificultando o máximo a sua vida.

O chiado da espada de Aldren preenche os esgotos, Icabot agora nada diz, ele fita todos os guardas, embora ele saiba que pelo seu senso de honra, Aldren não deixará que ninguém interfira, mesmo assim ele preferiria enfrentar os 18 guardas que conta atrás de seu adversário que o cavaleiro empunhando aquela espada de lamina larga...
“Deixe o Aldren... eu preciso dele vivo...”
Aquilo de certa forma acertou o orgulho já quase inexistente de Icabot, com certeza estavam o subestimando, mas o que ele viu, o fez perceber que seria melhor ele encarar o conclave, a reunião dos 15 juízes do que aquele adversário...

Era uma figura, se compararmos com os outros de estatura mediana, mais ou menos 1.65 de altura, ele estava vestido com uma túnica simples de cor verde clara, seus cabelos quando havia tido cores tinham sido castanhos, seus ombros estreitos, seus olhos negros, mas por mais que em todo seu corpo desse sinais do tempo passado, ali aqueles olhos... aqueles olhos mostravam que aquele ser já havia passado por algumas coisas na vida, e embora ele parecesse o mais fraco de todos fisicamente, mais fraco inclusive que o próprio Icabot, o som de sua voz, bastou para colocar todos os que o acompanhavam de joelhos...
Icabot pensou que realmente não devia ter clamado pelos deuses... pois com certeza algum deles (se não todos) resolveram sacanea-lo...

Já não mais agüentando as peripécias do destino Icabot grita a plenos pulmões.
-“você????? O que queres em MEU REINO”?
O homem ri, um riso fraco e não alegre, o riso de alguém que escuta a mesma piada a muito tempo e a acha sem graça mas por simples educação ri.
- “Seu reino? Da ultima vez que conferi a coroa de Brascol ainda estava em minha cabeça e esta para o incomodo de muitos continua grudada em meu corpo e como sou teimoso, isso continuará assim por muito tempo”.

Pela primeira vez em sua vida Icabot REALMENTE fica nervoso.
-“o que quer de mim?”
-“mataram a luz de minha existência... não... mataram a luz de NOSSA existência...”
-“então ele sabia...” pensa Icabot. “não sei do que você fala”.
O peito de Lothar infla, seus olhos ardem em fúria mas seu corpo nada diz do que passa em sua mente, fora seus olhos, não há a menor expressão em seu corpo.
-“Muito bem eu clamo o direito da guilda de julgamento por combate, se eu vencer em combate eu passo a ser o líder não é mesmo?”

A mente de Icabot mergulha na mais profunda descrença aquelas palavras, “- Como você sabe de nossas leis? Quem lhe contou? Você precisa ser reconhecido por um de nós para fazer parte da guilda? Quem o reconheceu, com certeza se alguém o reconhecesse como um de nós eu saberia?”, as perguntas são feitas de uma maneira a ganhar tempo... a colocar as idéias em ordem, tudo estava indo rápido demais.
Lothar abre um sorriso de alguém que agora se diverte muito com a situação, esse era o reino dele, há muita pouca coisa que ele não sabe a respeito de seu próprio reino... “-Você uma vez na taberna da cobra caolha, disse em alto e bom som que o rei não passava de um ladrão com a maquina do Estado para se defender... e talvez eu seja, fui reconhecido por você e você não pode escapar, pois o desafiei perante a mais de um ladrão.”

Icabot olha para os lados e confirma aquilo que ele já sabia, os seus não deixariam invasões territoriais ficarem acontecendo, mas aquelas palavras, embora tivessem sido um jogo de palavras e não com o intuito que Lothar clamava, haviam sido ditas realmente e agora eles paravam, seu líder havia sido desafiado, haveria o julgamento pelo combate.
Resoluto Icabot olha para Lothar e diz
- “Aceito o desafio velho, o rei de Brascol tomba hoje”

Icabot não pareceu se incomodar com o olhar de Aldren para ele, mas uma coisa o incomodou e muito.
Lothar foi até dois guardas e lhes pediu as adagas, “Não trouxe armas, achei que não seria necessário”
Lothar faz uma nota mental, melhorar o equipamento padrão de seus guardas... (quem sabe trocar toda a guarda seria uma boa...)e toma sua posição...
O Rei de Brascol contra o rei do submundo de Brascol...

Cumprindo a promessa que fiz, aqui está a próxima parte da história agora.
Em 15 dias a continuação aguardem...(prometo que não demorará mais dois anos)






Antes de mais nada, um pedido de desculpas.

Um grande muito obrigado!

Gostaria  de agradecer aos leitores do blog a receptividade que tive ao meu retorno (em torno de 65 acessos meia hora após a postagem do conto) e lhes explicar o motivo do conto não ter continuado antes, a equipe que começaria a aventura infelizmente por razões alheias a vontade 

de todos não consegui começa-lá, isso me desmotivou bastante a continuar pois o intuito inicial era que jogadores completassem o conto, logo após veio uma famigerada monografia de
 conclusão de curso que me arrancou todo meu tempo, as vezes eu olhava para o blog e tinha

 vontade de continuar, mas sempre acontecia algo que me impedia e a situação de não conseguir mestrar a história já pronta em minha cabeça, tirou a minha vontade de continuar, 
até um belo dia quando conversando com um amigo (O Gabriel "BloodLord Judicator" em breve vamos abrir espaço para os contos dele aqui hehehe) ele me falou algo que contrasta 
drasticamente com a pouca idade que ele tem, mostrando sabedoria e força de vontade "Se você não termina algo isso só lhe prova que não deveria ter começado".

Isso foi o suficiente para que eu retirasse minha apatia e terminasse essa parte do conto, ao qual fui recompensado com um numero de visitas que nem em minhas melhores expectativas eu pensaria, enfim sou grato a vocês que acessaram o blog esperando o termino dessa parte do conto e em recompensa ainda essa semana postarei a primeira parte do próximo conto que 

continuará a história da "A hora do Rato", explicando ainda mais as coisas, resolvendo os mistérios que ficaram para trás, trazendo novos personagens e continuando com o trabalho

Um bom 2012 amigos e boa sorte a todos nós.

Julio Cezar "Camus" Klein

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Hora do Rato




Parte VII
O ar rodopia e estala,  a noite se fecha sobre si mesma, Torak, não crê em seus olhos, ele balbucia algumas palavras de proteção e um escudo de fogo se ergue... para logo ser dissolvido por uma explosão de energia negra... 

imagine que a noite tem uma voz, uma voz agonizante, áspera e que machuca seus ouvidos, imagine que a noite é ferida, que ela clama por cura, como um doente moribundo em seus últimos momentos, isso chegaria perto do grito de dor que Torak solta
 quando é atingido por um raio de energia negra como as regiões do céu que os deuses jamais iluminaram.

Se o medo tem uma forma... ela surge nesse momento... Seus olhos são chamas de vingança e ódio puro, sua voz é áspera e velha e sua risada ainda ecoa em algum lugar...
E  Torak , um dos warlords de Brascol, candidato a juiz da cidade, desmaia de medo, a figura negra envolve Worthan em suas brumas e com uma explosão de fogo negro e fúria, deixa o local, por onde ele pisou a terra está apodrecida, uma criança chora desesperada, aquele que testemunhou tudo.
Do alto da muralha... um velho senhor sem o braço direito olha aquela cena e caminha, não seu passo tranqüilo habitual, mas sim um passo apressado e brusco.

O mundo precisará desesperadamente de heróis pensa ele... pena que isso não se vende em nenhuma lojinha, “Isso não é o momento para piadas.” Fazendo uma repreensão a sua própria mente. O Rato novamente está solto e ai de nós... ele tem sede de vingança...
E a chuva continua a cair lentamente...

Assim finalizamos (depois de quase dois anos "A hora do Rato"), mas a você que teve paciência, de esperar eu terminar minha faculdade e me ajeitar para continuar minha história, meu muito obrigado, garanto que você gostará muito da próxima parte desse conto... " Nunca confie nas aparências"

Julio Cezar "Camus" Klein