quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Hora do Rato

Conto

A hora do rato:

Parte V


...Enquanto Ian escondia-se em um estábulo pelos becos da rua de Dorgon, Worthan nem pensava no garoto, agarrado ao cadáver de Eva, chorava copiosamente sobre o corpo, até que uma voz faz com que ele levante sua cara ensangüentada, que se encontrava pressionada contra o corpo que jazia em suas mãos.

“Ora vamos primo, finalmente fez algo que preste desde sua ordenação e agora chora por isso?”

Worthan ergue o rosto e se vê diante de um imponente guerreiro, a espada de duas mãos pende da cintura, ele era alto e musculoso tinha os cabelos negros como a noite numa armadura carmesim, seus músculos mal são contidos pela armadura e ao seu lado, uma mulher de sorriso fácil, que deixaria bem poucas duvidas quanto a sua profissão.

Rangendo os dentes, suas mãos buscam algo na escuridão lamacenta e pela primeira vez na vida ele reage aos abusos de seu primo Torak e essa reação vem na forma de 1.75 kilos de aço na face de seu primo.

A explosão de energia contida entre a massa e seu rosto somado a surpresa da reação de seu primo fazem Torak recuar assustado, sua mão busca instintivamente sua espada e a mulher que o acompanha usa sua habilidade de parecer incógnita para passar desapercebida no caos de aço que se segue.

Torak reage erguendo o maximo que pode sua espada de duas mãos, é uma bela obra de arte, feita de um metal desconhecido que a torna vermelha ao contato com qualquer luz, com seu punho em forma do rosto de um dragão com os chifres do dragão fazendo as vezes da proteção do cabo terminando em um belo e magnífico rubi. Essa espada é erguida acima da cabeça de Torak.

Ao descer em um arco mortal sobre o corpo de Worthan, encontraria a abertura de sua armadura entre o ombro e o pescoço se esse não estivesse com uma das pernas ajoelhadas e defendendo com a massa o arco mortal formado pela espada, para nova surpresa de Torak.

“Ora, ora, ora, parece que a raiva faz meu priminho lutar melhor”

Escarneia o guerreiro das habilidades de luta de seu oponente, tentando adquirir vantagem através da provocação pessoal como sempre fazia entre os dois quando eram crianças, dessa vez, porém ao invés da vantagem só consegue o olhar furioso de seu primo direcionado ao seu rosto.

Para um observador de longe pareceria que o reino tinha adquirido duas novas estatuas, mas um raio perdido na noite faria qualquer observador notar que estatuas não tinham capas e qualquer ouvido mais apurado perceberia as palavras murmuradas pela figura ajoelhada...

Em um berro de fúria elas são liberadas, Worthan estende a mão livre da massa e toca a armadura do primo dizendo a formula magica que liberaria toda sua fúria incontida de seu peito para o peito do primo numa explosão de luz.

“Alexis”

Tudo é muito rápido e Torak tem a sensação que um ferro quente esta sendo enfiado em seu peito através de sua armadura negra, forma se uma luz em formato de cruz aonde Worthan coloca as mãos e em instantes essa luz joga seu oponente a 5 metros de distancia.

O clérigo se ergue com toda raiva e dor que sente amaldiçoando os deuses por tudo que lhe aconteceu até agora e Torak finalmente entende que seu primo liberou toda sua capacidade destrutiva.

É melhor ele não brincar com a situação mesmo sendo um Lorde de Guerra, pois ele pode muito bem perder esse combate, mas para Torak falha não é uma opção a ser considerada.



Nem a oportunidade que se encontra para ele chegar até o trono que jaz morta atrás de seu primo e se for necessário ele matar para chegar até ela ele mataria e o que seu pai pensaria disso?


Que se ele não o fizesse mesmo agora ele estando com 97 anos ele mesmo o faria, então para que deixar um velho sofrer do coração e de intrigas palacianas quando Torak pode muito bem ter o poder?


É uma pergunta que será respondida enquanto ele encara seu adversário e primo avançando com a massa no alto da cabeça para dar lhe fim a sua existência, uma coisa que ele não vai permitir, pois seu coração acabou de ser tocado pela cobiça de um reino e essa é uma picada fatal para qualquer ser.


A chuva continua nessa longa noite de lembranças...

10 comentários:

Unknown disse...

Bem pessoal do jogo agora é esperar vocês, como podem ver a estrutura base do site esta sendo mudada, então tem mais uma postagem em março a parte IV do conto, qualquer coisa tamos ae.

Aguardo contatos

Camus

Galo disse...

Pq q os clérigo em Ragna só sabem usaralexis depois q saem do armario e depois q aprendem só fazem merda? Existe uma explicação pra isso tio GM?

Unknown disse...

Deixa eu explicar é tudo uma pequena conhecidencia não tem nada a ver isso é produto da sua imaginação galo.

Ass

Tio Gm

Leonardo Fernandes disse...

Tio GM porque a eva tava se cortando com a faca ? emo detected?

Unknown disse...

Leo meu querido amigo...

Se vc ler todo o texto desde a Primeira parte verá que seu emo detected não apontará para outra pessoa que não vc rs. Afinal como foi relatado ela foi atacada, alem do mais desconheço emos que se cortem com facas no abdomen, nos pulsos (que por sinal não mata) ja vi agora no abdomem que coloca a pessoa em risco de morte... ae não

Vlw o comentario leo^^

Galo disse...

Tio GM, é impressão minha ou tão de sacanagem?

Unknown disse...

impressão sua....

Marcondes disse...

Ótima história irmão Camus!!
A 1ª parte foi cansativa p/ ler, mas valeu a pena.
Agora.. "tio"!!
He! He! He!!

Sempre q puder procurarei acompanhar seu blog irmãozinho, meus parabéns pelo layout escolhido e com este conteúdo (d jogo s não m engano) muito bom mesmo!!

Até + bravo guerreiro!!

HHHAAAAAAAAúúúúúúúúúúúúúúúúúú....

Unknown disse...

Vlw marcondes^^

Sempre trabalhando para melhorar cada vez mais as histórias do blog

Dorgon Marim'ham disse...

Odin já de cara me surpreendeu, foda é a mistura com os gregos mais abaixo hehe...

má porra! ninguem faz nada, ninguem sabe de nada haeuaehuea...

to curtindo, e curioso pelo final!

o conteudo dramático e a descrições de combate estão bem produzidas